Mano Menezes comemora vitória com "histórico" e tira pressão do Palmeiras: "Vamos jogar para nós"

Publicado em 31/10/2019 às 09:09h

Mano Menezes sorri durante vitória do Palmeiras sobre o São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

O técnico Mano Menezes comemorou uma das melhores atuações do Palmeiras sob seu comando, na vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo, nesta quarta-feira, na arena.

Apesar disso, Mano tratou de evitar comparações com o Flamengo (e o técnico Jorge Jesus) e minimizar a perseguição ao clube carioca, agora a sete pontos de distância na liderança do Campeonato Brasileiro.

– Eu não sou analista de treinadores, são vocês. Eu acho que o trabalho é muito bom. Tão bom que, mesmo nós fazendo uma campanha muito boa, estamos a uma distância grande. A gente tem que se preocupar conosco, fazer bem o que temos para fazer – disse Mano.

– Vamos jogar para nós, entregar para o nosso torcedor, entregar algo que deixe todos felizes. Depois a gente soma os pontos no final. Mas lógico que o trabalho de lá é extraordinário – completou.

Mano Menezes também falou sobre o jogo e lembrou que a vitória aumentou o bom retrospecto do Palmeiras sobre o São Paulo na arena: agora são sete vitórias e um empate em oito jogos.

– Hoje a gente fez um posicionamento um pouco diferente, demos mais liberdade para o Dudu. O Reinaldo apoia com muita insistência, não dá para recuar o Dudu toda hora. Dei essa tarefa para o Scarpa. Aí sim tivemos dois ou três jogadores no setor porque tivemos posse e controle para fazer isso. A equipe fez um bom jogo. Com a vantagem, o São Paulo se jogou um pouco mais, tivemos muitos contra-ataques no segundo tempo. Mas construímos uma grande vitória para manter o histórico da casa (risos) – brincou o técnico.

Com o resultado, o Palmeiras chega aos 60 pontos na tabela do Brasileirão – o Flamengo, com 67, enfrenta o Goiás nesta quinta-feira, em Goiânia.

Veja outros trechos da coletiva de Mano:

Posicionamento de Dudu

– É a segunda vez que opto pelo Dudu por dentro. Contra o Goiás também jogou. Existem alguns adversários que isso fica melhor, outros nem tanto. A verticalidade não é uma escolha de um lado só. É impossível ser vertical contra a Chapecoense do jeito que jogaram com a gente aqui. Contra o Atlético Mineiro, mesma coisa. Nesse tipo de jogo você tem que ter mais paciência, encontrar caminhos que hoje estavam mais abertos pela característica de jogo que o adversário propõem. Nesse dia temos que ser mais vertical. O espaço já está aí. Quando recupera a bola, aproveitar que o adversário está com sete jogadores no nosso campo e acelerar o jogo. É o que tem que ser feito para o adversário não se reorganizar defensivamente. Acho que fizemos bem.

Deyverson

– É um jogador que tem características bem marcantes, dá muitas opções mesmo. Dá profundidade na defesa. O São Paulo marca alto, tínhamos que fazer eles correrem para trás. Ele dá beirada de campo quando precisamos, dá retenção da bola. Você tem que ter uma saída, sempre temos nele esse jogador. A característica que eu entendo que deva que ter em um grupo é a mais versátil possível. Fonte: GE


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