Delator da Odebrecht recua e diz que não foi coagido a falar de Lula

Publicado em 12/08/2019 às 17:09h

Delator Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-executivo da Odebrecht / Foto: Reprodução/EPTV

O delator Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-executivo da Odebrecht, voltou atrás em suas declarações e afirmou que não foi coagido a construir um relato que incriminava Lula no processo do sítio de Atibaia. Num depoimento entregue ao juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública em SP, na sexta (9), ele diz que a colaboração em que falava do petista foi feita de maneira livre e espontânea.

E que, ao dizer que foi “coagido”, se expressou de maneira inadequada. Em julho, numa audiência na 3ª Vara em que foi ouvido como testemunha, ele afirmou: “No caso do sítio, que eu não tenho absolutamente nada, por exemplo, fui quase que coagido a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido [nas reformas do imóvel frequentado por Lula]. E eu, na verdade, lá no caso, identifiquei o engenheiro para fazer a obra do sítio.

Tive que construir um relato”. No depoimento em que se corrige, ele diz: “Quanto à expressão ‘quase coagido’ e minha colaboração envolvendo o ex-presidente Lula no sítio de Atibaia, reafirmo, como o fiz em meu interrogatório naquela ação penal, que referida colaboração foi feita de maneira livre e espontânea.

Admito que não me expressei de maneira adequada em meu depoimento como testemunha no dia 3 de julho de 2019, em São Paulo”. “Com relação à expressão ‘construir um relato’, esclareço que nada tem a ver com ‘inventar um relato’.


Paschoal relata em detalhes como foi a colaboração dele no caso do sítio. Fonte: Folhapress


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