Otto e Davi Alcolumbre conversam para garantir acordo a favor da reforma da Previdência

Publicado em 11/08/2019 às 07:33h

Otto Alencar e Davo Alcolumbre

Tudo indica que o senador Otto Alencar (PSD) seguirá o rito iniciado pelos colegas da Câmara dos Deputados e votará a favor da reforma da Previdência no Senado. Para garantir que isso ocorra, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), conversou com o baiano na manhã deste sábado (10), sobre a votação.

"Hoje de manhã falei com Alcolumbre, garantindo que, ao aprovar antes da conclusão da reforma no Senado, minha palavra tá garantida", revelou o senador ao BNews. Otto se refere à PEC do pacto federativo, que trará mecanismos que buscarão aumentar a autonomia de estados e municípios, descentralizando recursos da União.

Essa costura também ocorreu enquanto a reforma passava pela Câmara. Na véspera da votação, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), acompanhada do líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), - os dois a mando do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - procuraram Otto para garantir também a aprovação do pacto.

"Eles tão dando a palavra. Isso não serve a mim, não, serve a Bahia, aos estados brasileiros. Quem vai receber R$ 3 bi disso é Rui Costa. Tô defendendo os estados brasileiros, fazendo pressão, pra conseguir que o governo cumpra isso. Se o governo não cumprir, eu voto contra no Senado. [...] Eu tenho o direito de votar contra, mas tenho o direito também de negociar", afirmou.

Sem vida fácil

Apesar do acordo, Otto diz que a reforma da Previdência não deve passar tranquilamente pelo Senado. No próximo dia 28, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado analisa a proposta. "Muito senador querendo modificar. Eu mesmo vou apresentar emenda, que passe 20% da arrecadação do PIS/PASEP pro fundo previdenciário e também pra não reduzir pensão por morte", revelou.

Sobre a possibilidade de uma PEC paralela para inclusão de estados e municípios na reforma, ele diz que a ideia não deve ter sucesso. O senador cita como exemplo o governador de São Paulo, João Dória (PSDB-SP), para criticar a tentativa de reformar a Previdência estadual. "[...] Como não tem maioria nas assembleias pra aprovar a Previdência dos servidores públicos, quer que o Congresso faça por eles", afirmou.

Ele também critica a ideia de inclusão da capitalização na reforma. "Desejo obsessivo do ministro da Economia, Paulo Guedes, pra fazer capitalização. Ele veio da onde? Veio de banco. Quando deixar de ser ministro da Economia volta pra onde? Pro banco. [...] O jogo é do sistema financeiro", concluiu. Fonte: BNews


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