Borja perde espaço de vez com Felipão e amadurece ideia de deixar o Palmeiras

Publicado em 13/05/2019 às 16:18h

Borja / Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes

Contratação mais cara da história do Palmeiras, Borja vive seu pior momento no clube e está decidido a analisar propostas. Como já havia acontecido em outras oportunidades, o atacante nem sequer foi relacionado para a partida do último domingo, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte.

Em vez dele, o técnico Luiz Felipe Scolari novamente optou por deixar no banco de reservas o garoto Arthur Cabral, que até então tinha apenas três jogos com a camisa alviverde.

Na semana passada, ele substituiu Borja no segundo tempo da vitória sobre o San Lorenzo, pela Libertadores, partida em que Deyverson (titular absoluto da posição desde a reta final do Campeonato Paulista) foi poupado por estar pendurado. No momento da troca, boa parte da torcida presente na arena comemorou.

Antes disso, o último jogo do colombiano havia sido em 23 de março, contra o Novorizontino, nas quartas de final do Paulistão, quando desperdiçou duas boas chances de gol, saiu no intervalo e viu Arthur Cabral, seu substituto, garantir o empate por 1 a 1.

Treinos à parte e possível saída

Nesse intervalo de um mês e meio sem atuar – em algumas ocasiões, até mesmo sem ser relacionado para alguns compromissos da equipe –, o camisa 9 chegou a fazer treinos físicos em uma academia particular.

Questionado sobre Borja no começo do mês, logo depois do empate com o CSA, Felipão desconversou. Disse que se tratava de um assunto para os médicos do clube, já que o jogador não tinha viajado a Maceió por ter recebido uma pancada no joelho esquerdo.

 
 
Borja treina em academia durante jogo do Palmeiras contra o Fortaleza, na arena — Foto: Reprodução

Fato é que, fora da relação que viajou para enfrentar o Atlético-MG mesmo estando bem fisicamente, o colombiano está convencido de que precisa deixar o Palmeiras para voltar a jogar.

O principal entrave é que, para comprar 70% de seus direitos econômicos em 2017, com aporte financeiro da Crefisa, o Palmeiras pagou US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 34 milhões, na época). Com a desvalorização atual, dificilmente chegaria uma proposta que ao menos iguale o investimento feito.

O estafe do atacante, porém, começa a tratar como improvável sua permanência e não descarta uma transferência, mesmo que por empréstimo, a um clube do exterior.

Recentemente, rivais brasileiros especularam a possibilidade de contratá-lo, o que foi descartado tanto pelo Palmeiras quanto pelo empresário. Fonte: GE


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