Balanço das novidades: Richarlison, Arthur e Militão se destacam no início da renovação

Publicado em 12/09/2018 às 11:28h

Richarlison / Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Começou a renovação da Seleção para a Copa América de 2019. E até menos a longo prazo visando a Copa do Mundo de 2022. Se contra os Estados Unidos o time titular foi a campo com dez remanescentes da Rússia, diante de El Salvador o panorama foi diferente. E na soma dos dois amistosos, três jogadores que nunca tinham jogado pela Seleção parecem ter ganho moral com Tite: Richarlison, Arthur e Éder Militão.

Fora da lista inicial (foi convocado após a lesão de Pedro), Richarlison deixa os Estados Unidos em alta. Depois de entrar no fim do primeiro jogo, o camisa 9 foi titular contra El Salvador. Saiu de campo com dois gols e um pênalti sofrido. Na soma dos dois jogos, atuou por 72 minutos. Segundo Tite, um atacante que ""cheira a gol"".

Os estreantes em minutos mais acréscimos:

  • Arthur: 103 minutos (2 jogos)
  • Éder Militão: 93 minutos (1)
  • Neto: 93 minutos (1)
  • Richarlison: 72 minutos (2)
  • Lucas Paquetá: 62 minutos (2)
  • Éverton: 51 minutos (2)
  • Felipe: 47 minutos (1)
  • Andreas Pereira: 23 minutos (1)
  • Hugo Souza: 0

 

Dos jogadores que nunca tinham jogado pela Seleção, Arthur foi quem mais recebeu minutos de Tite — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

- Feliz por marcar dois gols. Só agradecer a Deus e meus companheiros que me deixaram na cara do gol. Pude aproveitar bem as chances, pude fazer dois gols, ajudar minha equipe...

""Quero disputar a Copa América. Agora é dar sequência no Everton, continuar forte lá para voltar mais vezes à Seleção"", frisou Richarlison.

Arthur não ficou muito atrás. Convocado por Tite uma vez antes mesmo da Copa do Mundo, o agora volante do Barcelona foi elogiado pelo treinador em várias entrevistas, principalmente pela qualidade no passe. Foram 56 minutos jogados nos dois amistosos.

Já Militão atuou apenas contra El Salvador, mas foi dos estreantes foi aquele que mais tempo recebeu (93 minutos). No fim do jogo, chegou até a ser observado como zagueiro, posição que deve atuar no Porto. O teste não foi por acaso: Tite já tinha essa informação e pode até mesmo dar mais chances ao jogador na zaga do que na lateral futuramente.

""A formação dele é de zagueiro"", resumiu o treinador.

Outros estreantes, Dedé e Fabinho

Alguns jogadores, por mais que tenham ido a campo, não foram muito exigidos. Casos de Dedé, Felipe e Neto, que praticamente não foram ameaçados pelo ataque de El Salvador. Dos três, apenas o zagueiro do Cruzeiro, que jogou o primeiro tempo inteiro em Washington, já tinha defendido a Seleção.

 
 
Éder Militão: convocado como lateral, foi observado também como zagueiro — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Lucas Paquetá e Éverton ganharam bons minutos nos dois amistosos e tiveram atuações distintas. O atacante do Grêmio mostrou desenvoltura e habilidade. Contra El Salvador, teve duas boas chances e acertou uma bola na trave. Já o meia do Fla ainda não conseguiu repetir na Seleção o futebol que lhe tornou destaque no Rubro-Negro. Seu melhor momento foi um chute de fora da área defendido pelo goleiro Hernández.

- Esses jogadores jovens vão adquirindo corpo aos poucos. E o técnico e a comissão vão tendo tempo de observação sim - analisou Tite.

Depois de jogar a partida completa diante dos Estados Unidos, Fabinho não entrou em campo contra El Salvador. Mas a atuação no primeiro jogo rendeu elogios de Tite. Volante há dois anos, o jogador mostrou tranquilidade na lateral direita, sua posição de origem, e ainda sofreu um pênalti. Já Andreas Pereira teve pouquíssimo tempo para mostrar seu valor (23 minutos), enquanto o goleiro Hugo Souza, do sub-20 do Fla, foi o único dos 23 convocados que não entrou em campo. Fonte: GE


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