Ex-assessor revela caixas e malas de dinheiro no closet de ‘dona Marluce’

Publicado em 06/12/2017 às 07:21h

Bunker dos R$ 51 milhões

O ex-assessor parlamentar Job Ribeiro Brandão, que trabalhou para o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) relatou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal que a família Vieira Lima ‘possuía muito dinheiro guardado no apartamento’ da matriarca Marluce, em Salvador. A revelação de Job reforça suspeita de que parte dos R$ 51 milhões recolhidos no bunker de Salvador ligado aos irmãos Geddel e Lúcio pode ter ficado oculta no apartamento da mãe dos peemedebistas.

Marluce, Lúcio e o ex-ministro Geddel Vieira Lima foram denunciados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do bunker dos R$ 51 milhões. Segundo a acusação, a família escondeu ‘dinheiro no closet da residência de Marluce (até início de 2016) e, depois, no apartamento do Bairro Graça do início de 2016 a 5 de setembro de 2017’, data em que a Polícia Federal estourou o bunker e apreendeu caixas e malas com a fortuna.

“O dinheiro costumava ficar acondicionado em caixas e malas que ficavam acondicionadas no ‘closet’ do quarto de dona Marluce, onde permaneceu até o início do ano de 2016”, relatou Job. “A pedido de Geddel e de Lúcio Vieira Lima, o declarante (Job) realizava contagem de dinheiro quando chegava no apartamento e o guardava no ‘closet’, e também quando pediam para separar dinheiro para que eles fizessem entregas”.

Job afirmou que ‘não fazia entregas externas, mas tão somente entregas dentro do apartamento de dona Marluce’. “Marluce tinha ciência do dinheiro guardado e também pedia que o declarante separasse dinheiro a pedido de Geddel e Lúcio”, afirmou o ex-assessor. Job também foi denunciado pela Procuradoria. A acusação pega ainda o ex-secretário parlamentar Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho.

Raquel Dodge pediu a prisão domiciliar de Marluce e o recolhimento noturno de Lúcio. A procuradora requereu para cada denunciado imposição de fiança de 400 salários mínimos, cerca de R$ 370 mil. Fonte: Estadão


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