Não vou morrer antes de voltar, junto com vocês, a governar esse país, diz Lula

Publicado em 12/08/2017 às 09:07h

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas à Operação Lava Jato, ao juiz Sérgio Moro e disse que não irá "morrer antes de voltar a governar o país". O petista afirmou ainda que quem compõe a força-tarefa da Lava Jato "é um partido político" e prometeu que fará a regulação dos órgãos de imprensa se for reeleito. "Eles têm de saber que têm de trabalhar muito para não deixar que eu volte a ser candidato. Se eu for candidato, vou ganhar e fazer a regulação dos órgãos de imprensa", disse o ex-presidente ao lado da também ex-presidente Dilma Rousseff, que fez um pronunciamento antes dele. 

O discurso de cerca de meia hora foi feito a uma plateia de estudantes, professores, políticos e militantes de esquerda em ato na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na noite desta sexta-feira, 11 de agosto. O dia celebra a criação dos cursos jurídicos no Brasil. Lula também afirmou que quem "deu o golpe" é um advogado com sustentação da imprensa, em referência ao presidente Michel Temer (PMDB).

Lula / Foto: Ricardo Stuckert

"Nós não estamos vivendo num estado de direito", defendeu, sob aplausos. Sobre as pedalas fiscais, que levaram ao impeachment de Dilma, afirmou ser uma prática comum no Brasil e em vários Países. "Isso nunca foi considerado crime", disse. O ex-presidente também declarou que a Operação Lava Jato não é um processo judicial. "Quem compõe a força-tarefa é um partido político". Para ele, a Petrobras e a indústria naval estão sendo destruídas em meio a esse processo. Lula também fez críticas a sua condenação pelo juiz Sérgio Moro e disse que não tem que provar a sua inocência. "Eles é que têm que provar a minha culpa. (...) A única coisa que posso oferecer a vocês é a minha inocência". 

Ainda em relação a Moro, disse que nenhum réu pode estar acima da lei, mas nenhum juiz também está acima dela. "Tenho consciência que o Moro não é mais honesto que eu e que nenhum procurador ou delegado é mais honesto do que eu". Para encerrar o discurso, bastante exaltado, Lula recorreu aos versos iniciais do Hino à Proclamação da República e comparou a uma frase muito repetida durante o evento: "Ao invés do "Fora, Temer", temos que gritar "liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós"", afirmou. "É o que nós estamos precisando neste país", concluiu. Fonte: Bahia Notícias


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