Contra denúncia, Temer avalia reforma ministerial

Publicado em 15/07/2017 às 09:48h

O presidente Michel Temer durante a cerimônia de sanção da reforma trabalhista

O presidente Michel Temer planeja promover uma reforma ministerial em duas etapas para garantir um apoio seguro na votação no plenário da Câmara da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que está marcada para o dia 2 de agosto. As pastas que estão na mira são Cultura, Transparência, Cidades, Secretaria de Governo e Direitos Humanos.

Os dois primeiros estão vagos e os demais são controlados pelo PSDB. O recado enviado nos últimos dias aos tucanos é claro: o governo não vai retaliar quem o está apoiando. Se os tucanos não deixarem o governo por iniciativa própria, a permanência na Esplanada dos Ministérios vai depender do volume de votos a favor de Temer dentro bancada, que tem 46 deputados.

O discurso do Palácio do Planalto nesse ponto mudou. Antes da votação da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – onde 5 dos 7 tucanos votaram contra o governo – e do acirramento da divisão interna no PSDB, auxiliares de Temer diziam que a legenda ficaria na administração federal mesmo que votasse em peso contra o governo no plenário. Leia mais no Estadão.


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