Neto diz que DEM segue na base de Temer

Publicado em 14/06/2017 às 09:31h

O prefeito ACM Neto afirmou ontem que o DEM vai permanecer unido, apoiando o governo do presidente Michel Temer (PMDB), mesmo com as gravações reveladas nas últimas semanas.

O posicionamento do partido é um pouco diferente do que o PSDB vem adotando, já que os tucanos, divididos sobre a continuidade ou não do suporte ao Palácio do Planalto, vêm realizando reuniões constantes para decidir os próximos passos. Na segunda, decidiram permanecer na base do Planalto. ”O DEM em momento algum cogitou tomar decisão precipitada. Nós sabemos qual é o nosso papel, a nossa responsabilidade.

A agenda que o Brasil exige é de continuidade das votações no Congresso Nacional, os avanços das reformas, de mudança econômica. O Brasil está sofrendo com o desemprego e precisamos virar essa página o quanto antes”, disse Neto em entrevista coletiva durante um evento no Jardim dos Namorados.
“Nós não vamos ficar alimentando especulações.

O Democratas em nenhum momento achou que precisava se reunir para tomar qualquer decisão que não fosse a de dar continuidade a essa linha de suporte a agenda do país. Não é apenas a um governo a algum governante. É a agenda do país”, continuou o gestor municipal, que deixa claro que o posicionamento da legenda pode mudar diante dos fatos. “Nós continuaremos acompanhando os desdobramentos da crise e os fatos novos que possam acontecer. Não existe nenhuma posição que seja inflexível. Mas, neste momento, não tenho dúvida que pensando no país, na responsabilidade com o Brasil, o mais importante é ter cautela e prudência. É continuar ajudando essa agenda a avançar, sobretudo em um partido como o nosso que tem o Presidente da Câmara que é hoje o segundo homem na linha de sucessão. Nós não podemos ser irresponsáveis”.

No final de maio, logo quando a delação bombástica da JBS estourou e pouco antes do julgamento que absolveu a chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, PSDB e DEM resolveram dar mais fôlego ao governo.

Os dois partidos cogitaram apoiar um nome de consenso para substituir Temer caso a situação fique insustentável e haja eleição indireta. Apesar do prefeito de Salvador afirmar que o DEM está unido ao redor do Palácio, é sabido que existe um desconforto entre alguns caciques da legenda. O senador Ronaldo Caiado, por exemplo, é um dos que não fazem cerimônia ao alfinetar publicamente o partido por ter usado dois pesos e duas medidas com os governos Temer e Dilma. Fonte: Tribuna da Bahia


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